A história de atentados contra magistrados no Brasil teve início durante período colonial, época em que os donatários exerciam plena autoridade no campo judicial e administrativo para nomear funcionários e aplicar a justiça. O século XX (de 1901 A 2000) foi o período com maior número de registros de atentados. Alguns casos:

. Antônio Barbosa Ribeiro

A primeira vítima da história foi o juiz ordinário capitão Antônio Barbosa Ribeiro que foi assassinato na manhã do dia 03 de março de 1795, na Vila Nova D´El Rei, capitania do Ceará. O assassinato aconteceu na residência do juiz, que fora arrombada.

· Pacífico Gomes de Oliveira Lima

Caso mais antigo de São Paulo, o magistrado Pacífico Gomes de Oliveira Lima foi assassinado em Olímpia/SP nos anos 30 por uma fazendeira descontente com a decisão do juiz em caso de seu interesse.

· Moysés Antunes Viana

A história rio-grandense registra que em 1936 o juiz eleitoral Moysés Antunes Viana foi assassinado no período das eleições daquele ano. Sua morte foi um marco já que, impedindo que a eleição se decidisse nos moldes propostos pela República Velha (fraude, intimidação, violência), o juiz fez prevalecer uma nova ordem política afiançada pelos agentes estatais imparciais, embora à custa de sua vida.

· Jaime Garcia Pereira

No dia 20 de novembro de 1961, em Mirrassol, o magistrado Jaime Garcia Pereira, titular da comarca e pai de três filhos foi morto a tiros em emboscada pelo pistoleiro Augusto Severino da Silva, vulgo Juquinha.

· Manoel Leite Barbosa

Na noite de 06 de setembro de 1986, em Rio Verde/GO, o juiz Manoel Leite Barbosa foi assassinado na garagem de casa. De acordo com informações do TJ/GO, José Augusto Gonçalves da Silva, acusado do assassinato, foi preso em Água Boa/MT em dezembro de 2006, em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo juízo da comarca de Rio Verde.

· Leopoldino Marques do Amaral

Em Setembro de 1999, o juiz Leopoldino Marques do Amaral foi executado na cidade de Concepción, no Paraguai. O magistrado foi encontrado com dois tiros na cabeça e parte do corpo queimado.

· Antônio José Machado Dias

Juiz de Direito e Diretor do fórum de Presidente Prudente/SP, Antônio José Machado Dias, 47 anos, foi surpreendido ao sair do fórum e levou dois tiros fatais, em março de 2003. Segundo informações, o magistrado era rigoroso no tratamento aos detentos da região, entre os quais se incluíam líderes do PCC.

· Alexandre Martins de Castro Filho

Em 2003, o juiz de Direito Alexandre Martins de Castro Filho também foi morto em razão da função, aos 32 anos. Ele foi alvejado por três tiros enquanto entrava em uma academia de ginástica na cidade de Vila Velha/ES. De acordo com informações, o juiz auxiliava a Força-Tarefa Federal criada para combater o crime organizado no Estado.

· Patrícia Acioli

Juíza de Direito da 4ª vara Criminal de São Gonçalo/RJ, Patrícia Acioli foi assassinada em Agosto de 2011, no início de uma madrugada com mais de 20 tiros, quando chegava em sua casa, em Niterói.

Ainda há histórias com final diferente, porém não menos violentas. Uma delas é o famoso caso do Dr. Hely Lopes Meirelles, juiz de Ituverava/SP, que sobreviveu a atentado em pleno fórum pelo oficial do Exército e advogado Chrysógono de Castro Corrêa, o mesmo que, em 1952, em sessão da câmara Criminal do TJ/SP, atirou contra os desembargadores Paulo O. Costa, B. Alípio Bastos e Odilon da Costa Manso. Nenhum destes foi ferido; Chrysógono, preso em flagrante ainda no Palácio da Justiça, acabou seus dias na Penitenciária do Estado.